No começo eu achava bem estranho, mas a essa altura já me acostumei. Eles próprios ficam tímidos a princípio, mas é só o primeiro vir trazendo os livros para eu assinar ("autografar", isso) ou pedir a primeira foto que os outros perdem a vergonha e vêm também. E assim foi que eu tirei uma boa dezena de fotos com estudantes variados no jantar de encerramento do simpósio de psicologia evolucionsita, onde dei uma palestra.
Eles se declaram fãs, tietes mesmo, querendo tirar foto para mostrar para os amigos que falaram comigo. Acho tão simpático, tiro foto, bato papo, pergunto o que eles fazem.
Mas esta é a parte que eu acho mais bacana: eu NUNCA tinha ouvido falar de tietagem com... cientistas! Fãs de atores e atrizes abundam; fãs até de celebridades duvidosas e instantâneas, os Big Brothers da vida, também. E eis que agora surge essa nova modalidade: tietagem neurocientífica. Esses jovens têm como "ídola" (eles que dizem!) uma... cientista!!!! É o máximo da improbabilidade. Não é o máximo?
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